Minha História com a Ford e o Focus — Onde Tudo Começou

Desde muito jovem, minha vida sempre girou em torno de carros. Não era sobre ter os melhores, nem sobre ostentar — era sobre paixão. Mesmo sem grandes condições financeiras, meus pais sempre davam um jeitinho: aniversário, Natal, Páscoa… lá estava eu, com algum carrinho novo nas mãos. Cada miniatura era uma faísca.

E essa faísca virou incêndio. E olha eu aqui já com um carrinho vermelho na mão! hahaha…

O Chevette e o início de tudo

“Cresci” dentro de dois Chevette — literalmente.
Meu pai comprou um GM Chevette de primeira geração quando eu ainda era muito pequeno. Depois veio um de segunda geração. Se eu fechar os olhos, ainda sinto o cheiro deles: gasolina velha, interior quente, aquele aroma clássico de carro simples dos anos 80/90.

Meu pai sempre foi um verdadeiro entusiasta. Não era mecânico de profissão, mas parecia. Montava e desmontava os Chevette na garagem dos meus avós como quem monta um quebra-cabeça gigante. Ele fez cursos, estudou, aprendeu na prática — e sem perceber, estava construindo ali o meu DNA.

A paixão pela mecânica nasceu no meio de óleo, graxa, chaves 13 e um pavimento áspero cheio de parafusos perdidos.

Adolescência, games e a era que formou uma geração

Nos finais de semana na casa do meu primo, acontecia o ritual sagrado: videogame. Ele tinha sempre os melhores consoles, e foi ali que conheci um jogo que, sem exagero, mudou minha vida: Need for Speed Underground.

Daquela tela escura iluminada pelo neon da cidade, brotava um universo novo de carros preparados, turbos gritando, barras estabilizadoras brilhando como se fossem ouro. A partir dali, o mundo automotivo virou vício.

Foram anos mágicos.
Midnight Club.
Gran Turismo.
Os primeiros Velozes e Furiosos que assisti incontáveis vezes.
A cultura automotiva dos anos 2000 moldou toda uma geração — e eu estava bem no meio daquela tempestade perfeita.

E no meio desse furacão, um carro começou a se destacar para mim.

A primeira paixão: Ford Focus

No Underground 2, o Ford Focus era meu companheiro de crimes urbanos. Quanto mais eu jogava, mais me encantava. Comecei a pesquisar sobre ele, sobre a Ford, sobre a história do carro no Rally, sobre suas versões europeias, ST, RS… tudo.

Eu devia ter uns 12 ou 13 anos quando passava um Focus na rua, e eu pensava:

“Um dia ainda vou ter um desses.”

Um sonho grande para alguém com pouco dinheiro no bolso, mas com muita gasolina no coração.

Quem diria que, muitos anos depois, eu teria dois.
A vida é engraçada — às vezes até debochada.

Quase 20 anos depois: o sonho vira realidade

Garimpei durante meses.
Era começo de pandemia.
O mundo parado.
Mas minha busca não.

Até que encontrei:
Ford Focus Titanium Plus 2016/2016, 13 mil km, histórico tímido, um pouco judiado da primeira dona… era exatamente o que eu precisava.

Exceto pela cor.

Meu medo inicial era que fosse uma cor que eu enjoaria fácil — porque, cá entre nós, o Focus merece vestir bem. Mas eu já entrava naquele negócio sabendo que transformação era questão de tempo. Cor sempre se arruma. Mecânica nova não se encontra em qualquer esquina.

E ali começou tudo.
Eu não estava apenas comprando um carro — estava iniciando uma saga.

A visão: transformar em um Ford Focus ST

Desde o primeiro dia eu já sabia: queria montar um ST.
A versão que nunca veio ao Brasil.
(Ford, você dormiu no ponto nessa, hein?)

E assim nasceu o projeto Red.

Do sonho de infância, do cheiro de Chevette, dos games de madrugada, das corridas digitais, do desejo de dirigir algo que representasse tudo isso.

E agora, esta história vira um blog.
Um espaço para compartilhar tudo o que vivi, tudo que aprendi, tudo que continuo descobrindo — e talvez inspirar você a fazer o mesmo com o seu carro.

Seja bem-vindo a Red Garage.
Aqui, a paixão é real.
A mecânica é de verdade.
E onde cada projeto conta uma história.

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